MAIS UMA PLP PARA PREOCURAR OS POLICIAIS MILITARES

A vitória de ontem no Congresso Nacional, com a aprovação da PP 257 sem nenhum item que venha a prejudicar os policiais militares, é sim um motivo para comemorar. Mas no final da tarde de ontem, em reunião com o Comandante Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Cel PM Ricardo Gambaroni, o Presidente da ASSPM, Subtenente PM Marco Antonio Zanca, e demais presidente de associações co-irmãs, ouviram do Comandante que a situação ainda é preocupante. Isto porque, a partir de fevereiro, começa a tramitar no Congresso uma nova PLP, que pretende reformar toda a Previdência Social, incluindo a dos Policiais Militares.

Portanto, ainda não há como dormir tranquilos. Desta vez, os principais atingidos seriam os policiais mais novos e aqueles que ainda estão por ir, comprometendo grandemente o futuro da Corporação.  A ASSPM quer aqui manifestar mais uma vez a sua indignação com a possibilidade de que o Governo ignore a grande diferença que há entre a carreira de um trabalhador civil e de um militar. Nós não temos uma previdência diferenciada por privilégio ou por acaso. Temos uma vida inteira de trabalho insalubre e arriscado, sem os mesmos direitos trabalhistas de todos os outros funcionários das empresas públicas e privadas. Nossa única recompensa vem, justamente, com a aposentadoria.

Passamos trinta anos sob um regime disciplinar rígido, que não nos permite fazer greve e estamos arriscados sempre a demissão sem direitos trabalhistas; por todos esses anos, não existe policial de folga, pois um PM tem o dever funcional de agir sempre na presença de uma situação de risco; o policial tem 50% mais chances de morrer por problemas cardiovasculares do que a população em geral, em função de sua atividade; e morre três vezes mais por doenças infectocontagiosas, pelo mesmo motivo; por conta de suas escalas, um trabalhador civil trabalha, em 30 anos, 57.600 horas, enquanto o policial trabalha 82.000 horas. O PM não tem FGTS, nem aviso prévio, nem seguro-desemprego, nem hora-extra, nem adicional noturno, nem direito de greve, nem defensoria jurídica, nem sindicalização, nem ganha por acúmulo de cargo.

Agora querem que ele tenha uma previdência como a de qualquer trabalhador civil. Você acha que isso é justo?

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