ENTIDADES DE POLICIAIS SE SOLIDARIZAM COM DESEMBARGADOR IVAN SARTORI

A jurista Ieda Ribeiro de Souza, defensora dos policiais militares da Rota, envolvidos na ocorrência do Carandiru, esteve presente na última segunda-feira, 10 de abril, na reunião da CERPM – Coordenadoria das Entidades Representativas dos Policiais Militares do Estado de São Paulo.

Na ocasião, lhe foi dada a palavra para que pudesse comunicar às associações as conseqüências que o Desembargador Ivan Sartori vem sofrendo, após proferir voto a favor da inocência dos 74 policiais militares que atuaram no caso Carandiru. Ele afirmou que na ação dos policiais “não houve massacre, houve legítima defesa”. Em setembro passado, a corte anulou os julgamentos.

Em seguida, entidades ligadas aos direitos humanos entraram com uma representação no Conselho Nacional de Justiça pedindo que o Desembargador seja afastado do julgamento do caso.

Dra. Ieda Ribeiro de Souza esclareceu que o apoio dos policiais militares é fundamental nesse momento, para que o Desembargador possa defender sua convicção de que não existem elementos capazes de demonstrar quais foram os crimes cometidos por cada um dos policiais que entraram no presídio no dia 2 de outubro de 1992. No julgamento, Sartori alegou legítima defesa sob o argumento de que os agentes apenas cumpriam ordens.

As entidades se solidarizaram com o Desembargador e estão estudando formas jurídicas de agir em sua defesa.

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