Coronel Telhada – PRECISAMOS DE MUDANÇAS

Bem meus amigos, aqui estamos nós no 4º dia do desaparecimento da nossa Policial Militar JULIANE DOS SANTOS DUARTE.
Observei muito as notícias e a evolução dos fatos nesses últimos dias, e resolvi me pronunciar hoje muito indignado com toda a situação.
Onde estão os grupos que defendem as minorias??
Onde estão as passeatas e gritos de ordem??
Onde estão as camisetas e faixas “cadê a Juliane”??
Cadê os grupos radicais que lutam pela defesa das Mulheres, dos Pobres, dos Negros e dos Homossexuais??

SIM!!

Ela é MULHER, NEGRA, POBRE E HOMOSSEXUAL!!

Alguém viu alguma declaração ou movimento por parte desses grupos? Porque eu não vi, então se alguém tiver declaração desses hipócritas ai pode me mandar, na verdade, eu sei a resposta do porquê de ninguém se pronunciar a respeito da nossa irmã de farda, o fato, é que simplesmente ela escolheu uma profissão que passa por GENOCÍDIO no Brasil! Ela escolheu servir e proteger a população sendo uma Policial Militar! e Essa condição dela, infelizmente, para esses grupos de defesa das minorias, anula
todas as outras questões, esquecem que ela nasceu e mora até hoje na periferia de São Bernardo do Campo, que é negra, jovem, assalariada e homossexual. Na verdade o Policial Militar hoje no Brasil é tratado por grande parte dos governos, da mídia e até da população como um quase ACIDADÃO, quero dizer, o PM hoje parece que faz parte de outra sociedade, que não têm direitos, que não é humano, que não é pessoa, que não é cidadão!

Devemos nos lembrar que ela estava de férias, havia ido visitar um casal de amigos que tinha tido um filho e que mora dentro de uma comunidade chamada Paraisópolis, e dessa comemoração foi juntamente com outras amigas até um estabelecimento comercial dentro daquela mesma comunidade se divertir, e nesse local, quando se identificou como Policial Militar após terem subtraído um celular de um amigo seu, foi surpreendida por 4 ou 5 criminosos encapuzados que vieram à sua procura, e quando a localizaram de imediato dispararam contra ela ali mesmo e a sequestraram, levando-a à um local incerto (informações de investigação da Polícia)

Muitos podem pensar: mas o que uma policial estava fazendo dentro de uma favela? Ora, meus amigos, estamos querendo ser mais realistas que o rei? Ela não estava cometendo crime algum, não estava na companhia de bandidos, nem se drogando, nem roubando, nem nada! Ela estava simplesmente se divertindo na companhia de amigos e se identificou como policial no local para recuperar o celular do amigo que havia sido furtado, inclusive essas próprias amigas dela deram queixa na Delegacia sobre a ocorrência e passaram todas as informações que presenciaram.

Mas e quanto a ela estar numa favela, numa periferia? Bem, nosso policial vem de onde?

Nós, por acaso, somos ricos? Viemos da alta sociedade? Eu, por exemplo, vim da periferia da Zona Norte de SP, assim como a Juliane veio da Periferia de SBC. Nenhum policial que lê esse texto ou vê as notícias nunca foi a uma comemoração na casa de um amigo num bairro carente ou periférico, ou mesmo numa favela? Pergunto até, nenhum policial aqui mora em uma favela? E por essa questão deixam de ser menos dignos por isso?

O fato, é que todos pré-julgamos a ocorrência e tiramos nossas conclusões precipitadas, no momento que o correto seria cobrar da Polícia Militar e Polícia Civil empenho total em encontrar a Juliane com ou sem vida, concentrando todos seus efetivos especializados e demais esforços nas favelas do Paraisópolis e Colombo, elucidando o caso e prendendo todos os marginais envolvidos no sequestro e agressão! Temos que dar uma resposta áspera e contundente!

Essa ocorrência na verdade só prova pra mim e pra todos os paulistas e brasileiros, que as favelas grandes de São Paulo estão cada vez mais dominadas pelos grupos criminosos organizados e pelo tráfico de drogas, e não adianta dizer o contrário. Quantas prisões até o momento? Nem um suspeito!!? Vamos realmente deixar acontecer o livre comércio ilícito acontecer nessas favelas e fingir que está tudo bem? Vamos deixar o tráfico deliberar sobre o sequestro, a vida e a morte de um Policial? Porque foi isso que aconteceu, não tenham dúvida que o bandido líder daquela favela foi consultado antes dos facínoras irem ao encontro da policial Juliane.

O Governo de São Paulo abandonou o combate ao crime organizado desde 2013. No meu Comando na ROTA quando o Secretário de Segurança Publica era o Dr. Ferreira Pinto, nós quase acabamos com o PCC, que chegou a retrair seus lucros ilegais à 10% do total em apenas 2 anos de atuação direta, e agora, como está esse combate? Pergunto ao atual Secretário, cadê o combate ao crime organizado? Essa ocorrência da Juliane é um exemplo claro de que o crime organizado esta fazendo o que quer, e sem medo das consequências.

O atual Secretário de Segurança Pública só sabe deixar Policiais Militares de restrição proibidos de sair às ruas para patrulhar após terem uma ocorrência de confronto, só isso que sabe fazer, Policiais aptos a trabalharem e encostados por mais de 1 ano em suas unidades sendo punidos por terem apenas trabalhado e defendido suas vidas e a sociedade
paulista.

Uma Vergonha!!!!

E por fim digo, CADÊ JULIANE?
QUEM SERÁ O PRÓXIMO?
PRECISAMOS DE MUDANÇAS!
Coronel Telhada