Atentado contra a Policia Militar e a Sociedade Paulista

É um completo absurdo o que esse senhor Anderson França, que se vangloria por ser colunista da Folha de São Paulo, publicou em sua conta numa rede social. Modificando criminosamente a honrada logomarca da Polícia Militar do Estado de São Paulo, no dia 1º de dezembro, acrescentou uma suástica, símbolo que remete ao nazismo, demonstrando completo desrespeito não só à Instituição, mas ao povo de São Paulo.
A postagem passou despercebida à época, até pela pouca expressão do autor, mas foi identificada após os ataques covardes que Anderson direcionou à dupla Maiara e Maraisa nesta semana, também tentando associá-las ao nazismo.
A estratégia de Anderson de imputar a quem ele não gosta a pecha de nazista revela, na verdade, traços de sua própria personalidade, que busca alimentar o ódio contra pessoas e instituições, por razões provavelmente inconfessáveis.
A Polícia Militar repudia o nazismo, classificando a conduta do infeliz autor como uma violência à memória de nossos heróis que sucumbiram na defesa da sociedade. Como pode ele tentar associar ao nazismo uma instituição que, por exemplo, emprega em seus quadros 40% de negros, justamente parcela da população que o nazismo queria exterminar?
Não há uma instituição que represente tão bem a realidade do nosso Estado e do Brasil como a Polícia Militar de São Paulo. Nossa tropa, de 85 mil integrantes, atende mais de 80 mil chamadas de ajuda feitas diariamente ao Copom (Centro de Operações da PM). São abnegados soldados que protegem as pessoas do crime e da violência, garantindo a cidadania, a liberdade e a própria democracia. São eles os primeiros a chegar, socorrer, resgatar e salvar vidas – só no ano de 2019 foram quase 200 mil salvamentos!
Respeitamos absolutamente a liberdade de expressão e de pensamento, mas atitudes como esta são inaceitáveis, mesmo partindo de um ilustre desconhecido que pretende, provavelmente, sair do estado em que se encontra por meio de polêmicas e agressões gratuitas.
Estamos adotando todas as providências para responsabilizar o autor pelos crimes cometidos com sua atitude, sem prejuízo de ações também em outras esferas. Um ato irresponsável como este não pode ficar impune, seja em memória dos policiais militares que sacrificaram suas vidas em defesa da sociedade, seja em defesa desta própria sociedade, da qual a Polícia Militar é um de seus maiores patrimônios.

Coronel PM Marcelo Vieira Salles – Comandante Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

http://veja.abril.com.br/brasil/pm-sp-processara-escritor-que-ligou-corporacao-ao-nazismo-em-charge/